segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sushi com RFID

O restaurante Blue C Sushi, de Seattle (EUA) serve seus pratos no estilo kaiten – aquele no qual as porções de sushi são servidas em uma esteira rolante, e os clientes vão retirando aquelas que desejarem.

A logística de um sistema assim pode ser um desafio. Os chefs criam pratos e os colocam na esteira, sem saber exatamente qual será seu uso, e devem reabastecer rapidamente os itens de maior consumo. Itens que ficam muito tempo circulando devem ser retirados (o sushi deve ser sempre fresco). Sem uma forma de controlar todo o processo, é muito fácil ter sobras ou falta de estoque, perda de produto e insatisfação do cliente.

Para resolver este problema, o Blue C Sushi restaurante instalou um sistema RFID em cada prato. A etiqueta é codificada para identificar o produto, e o sistema registra o momento no qual ele entra e sai da esteira.

Com isto, o restaurante obteve diversos benefícios, entre eles:

  • Identificação dos itens que estão sendo consumidos rapidamente para reposição.
  • Identificação dos itens que estão há muito tempo na esteira, para que sejam retirados (porque perdem a frescura).
  • Retroalimentação para o sistema de compras.
  • Registro automático do consumo de cada cliente para agilizar a conta e reduzir erros.
  • Estatísticas de consumo dos diversos pratos (inclusive identificado por chef).

A solução completa inclui painéis touchscreen e leitores RFID nas tábuas de corte dos chefes, para que todos o processo seja rápido o prático.

A importância de conhecer estes casos de aplicação do RFID em ambientes mais simples é que muitas vezes fica difícil visualizar os benefícios em sistemas mais complexos. Quando você simplifica o processo como no caso do restaurante (que na prática é uma fábrica com estoque, produção e consumo do material) pode ter uma visão mais clara de como o RFID pode ajudar sua empresa.

Fonte: http://ogerente.com/logisticando

Fábrica da Honda em Manaus tem RFID

A Moto Honda da Amazônia foi buscar no projeto integrado de Track & Trace com tecnologia RFID – identificação por radiofreqüência - implantado pela NEC, a solução para aprimorar o controle no processo de movimentação de peças que resultou em melhoria na cadeia interna de produção. Além da implantação da solução, que compreende a integração de tecnologias como RFID, rede Wi-Fi e código de barras, a NEC em parceria com Honda desenhou o projeto, promoveu a integração de software e hardware, além da operação assistida e o suporte técnico.

Responsável pela produção de mais de um milhão de motocicletas por ano, a Moto Honda da Amazônia tem na intensa movimentação de peças entre o centro de distribuição e as áreas de produção de componentes e montagem de motos, um dos pontos críticos de sua operação. Apesar de eficiente, o controle dessa movimentação precisava de mais precisão, agilidade e capacidade de rastreamento, principalmente em função do crescente aumento da produção para fazer frente à demanda do mercado.

“Apenas no primeiro trimestre de 2007, as vendas à rede atingiram 328.411 unidades, ante 246.555 registradas no mesmo período do ano passado. Com isso, a marca cresceu 33,2% e alcançou recorde de comercialização em um único mês, com 115.624 unidades em março, superando a marca anterior de 114.656 em janeiro de 2007”, conta Carlos Katayama, CIO da Honda América do Sul.

Na prática, por meio de uma etiqueta inteligente RFID, inserida em cada carrinho, passou a ser possível rastrear a produção por meio de portais com antenas de radiofreqüência e também obter informações mais detalhadas sobre seu conteúdo. “Cada vez que um carrinho passa pelos portais, localizados nas entradas e saídas das unidades, eles captam as informações registradas nas etiquetas inteligentes impedindo que, acidentalmente, esses veículos sejam enviados para unidade errada ou em horários que não foram solicitados”, explica Arnaldo Murasaki, diretor de vendas da NEC Solutions Brasil.

Para promover a integração com os sistemas de gerenciamento da Honda, a NEC incluiu no projeto o RFID Manager, um middleware desenvolvido pela empresa e que possibilita a integração das informações coletadas com os sistemas de gestão, como o ERP (sistema de gestão empresarial) e o WMS (sistema de gerenciamento de armazém). “A integração promove a melhoria na automação dos processos, incremento da performance da operação com informações padronizadas, maior controle, mais eficiência e a possibilidade de aumento da produtividade”, comenta Ricardo Bandeira, gerente de TI da fábrica da Moto Honda de Manaus.

A fábrica conta com uma área construída de 135 mil m2, em um terreno de 564 mil metros quadrados. Hoje são fabricadas aproximadamente 3.600 motocicletas por dia, incluindo uma linha diversificada de modelos que vão desde 100cc até 750cc, com um índice médio de nacionalização é de 70%.

Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web

São Paulo lança biblioteca que gerencia obras por tecnologia RFID


Projeto foi desenvolvido mutuamente entre o Estado SP e o Ministério da Cultura, onde o sistema por radiofrenquência permite autoatendimento dos visitantes e facilita o inventário do acervo, assim como a segurança de volumes. A obra total foi de aproximadamente R$ 12,5 milhões.
Inaugurada no começo de fevereiro, a Biblioteca São Paulo, localizada no terreno da antiga Casa de Detenção do Carandiru, é a primeira biblioteca pública a usar a tecnologia RFID (identificação por radiofrequência). A solução foi projetada para facilitar a identificação dos volumes e permitir o autoatendimento dos visitantes. O sistema faz a leitura dos livros por radiofrequência, registrando informações das obras, além do gerenciamento de retiradas e devoluções das obras.
Inspirada na Biblioteca de Santiago, no Chile, o investimento do novo espaço custou cerca de R$ 12,5 milhões, sendo R$ 10 milhões do Estado de São Paulo e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura. O edifício tem a capacidade para receber 800 pessoas por hora. “A ideia é que ela pareça uma “megastore” pública”, explica o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad.
O projeto de gerenciamento na Biblioteca São Paulo foi desenvolvido pela 3M, o qual todos os itens disponíveis – entre 30 mil títulos de livros, 10 mil Cds e DVDs – estão etiquetados com um chip de memória que armazena suas informações, sendo possível rastrear o título e classificá-lo por gênero, autor ou editora. A leitura das etiquetas é feita por meio de um dispositivo portátil e manual, o “Assistente Digital”, que faz a leitura instantaneamente. A solução pode armazenar informações de mais de um milhão de itens e também faz a leitura nas próprias estantes, o que resulta em economia de tempo e praticidade para encontrar algum título desejado.
Uma unidade multifuncional faz o controle de saídas e retornos, o qual processa tanto o código de barras como as etiquetas RFiD nas operações de empréstimo e devolução. A estação de processamento opera conectada a um computador e é compatível com scanners e impressoras. No caso de um visitante preferir o atendimento no balcão, a estação de trabalho 895 da 3M completa o processamento.
De acordo com a fabricante, o autoatendimento é o principal diferencial do centro de leitura. A tela do equipamento de retiradas é sensível ao toque e oferece instruções de uso e processa os títulos disponíveis na biblioteca, fornecendo monitoramento remoto via internet. O detector de múltiplos itens previne a retirada de diversos volumes simultaneamente. A devolução também é facilitada, já que o sistema permite que os funcionários devolvam os materiais para as estantes.
Outro dispositivo foi projetado para a segurança do acervo que, por possui avisos com alarme sonoro e visual quando um item que não foi devidamente emprestado passar por ele. O portal também faz a contagem do número de usuários que passam pela biblioteca, além de identificar qual item está passando por ele em tempo real. “A Biblioteca São Paulo chega com conceitos inovadores e a 3M buscou oferecer o que há de mais novo em gestão de acervo. Nossa expectativa é de que a operação da biblioteca seja fluida, proporcionando aos visitantes um ambiente agradável”, afirma Waldyr Bevilacqua Jr, gerente da divisão de sistemas para bibliotecas da 3M do Brasil.
Acessibilidade
Junto com o projeto de gerenciamento digital dos arquivos, o espaço de 4.257 m² também desenvolveu um projeto arquitetônico de disponibilização de auto acesso para qualquer pessoa que possua deficiência física. São mil exemplares de audiobooks, scanners capazes de converter textos para o braile, mesas especiais com folheadores automáticos de páginas para deficientes físicos e até leitores de livros eletrônicos para deficientes visuais.
Serviço
Funcionamento: de Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h.
Local: Parque da Juventude - Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Santana (acesso pelo Metrô Carandiru)

Entrada gratuita

Fonte: http://www.ipnews.com.br/voip/infra-estrutura/qualidade

Sistema RFID permite a identificação de produtos piratas

Leitor escaneia chip de segurança e emite luz vermelha quando detecta objeto falsificado. Tecnologia será testada em medicamentos.

Duas companhias norte-americanas – Verayo e SkyeTek – desenvolveram um sistema que permite às empresas e consumidores combater a pirataria. Trata-se de uma autenticação RFID de baixo custo que poderá ser implantada nos produtos e que identificará – a partir do uso de um leitor – se determinado produto é ou não falsificado.

A Verayo é a responsável pelo desenvolvimento e introdução dos chips nos produtos. Já a SkyeTek desenvolveu os leitores destes chips. Caso o produto seja falso, o componente emitirá uma luz vermelha. Caso seja autêntico, essa luz será verde.

A aplicação é resultado do uso inteligente de tecnologias simples, mas eficazes. A Verayo desenvolveu uma técnica chamada biometria de silício, algo semelhante à identificação de impressões digitais, e que consegue criar uma tag segura e que não pode ser clonada, ainda que cada chip criado por uma empresa apresente diferenças teoricamente indetectáveis.

O RFID da Verayo usa essas diferenças para identificar cada chip de maneira exclusiva e o leitor da SkyeTek – do tamanho de uma caneta - se encarrega de detectar essas “impressões”.

O sistema será testado para certificar a autenticidade de medicamentos enviados à África. Por enquanto, ambas as empresas trabalham com exclusividade com a GLOBALPCCA, uma associação farmacêutica que luta contra falsificações de remédios. No entanto, o uso da ferramenta para outros produtos não está descartado.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca

Por que usar RFID?

VANTAGENS

A principal vantagem do uso de sistemas RFID é realizar a leitura sem o contato e não necessitando de uma visualização direta do leitor com o Tag.
É possível, por exemplo, colocar o RF Tag dentro de um produto e realizar a leitura sem ter que desempacota-lo, ou, por exemplo, aplicar o Tag em uma superfície que será posteriormente coberta de tinta ou graxa.
O tempo de resposta é baixíssimo, menor que 100 ms, tornando-se uma boa solução para processos produtivos onde se deseja capturar as informações com o Tag em movimento.
O custo do Tag de RF apresentou uma queda significativa nos últimos anos, tornando viável em projetos onde o custo do produto a ser identificado não é muito alto.

Uma solução RFID oferece:


» Capacidade de leitura e escrita de vários TAGs simultaneamente;
» Capacidade de leitura e escrita em movimento, sem necessidade de operadores;
» Identificação automática do TAG , estabelecendo assim uma associação com os dados operacionais ou de gestão;
» A identificação automática elimina erros, é rápida e inequívoca;
» Capacidade de transportar as funcionalidades do sistema para o espaço operacional, simplificando a execução dos processos;
» Leitura e escrita nos TAG s com acesso on-line ao banco de dados;
» Melhoria da rastreabilidade;
» Segurança nas operações remotas;
» Aumento de produtividade das operações;
» Maior eficiência no manuseio de materiais com informações em tempo real das mercadorias e dos endereços;
» Redução de inventário e ativo fixo;
» Redução de mão de obra no trabalho de contagens de entrada e saída de itens;
» As antenas de RFID podem ler até 1.000 Tags por segundo (um leitor manual de códigos de barra levaria em torno de 30 minutos);
» Redução de até 30% no tempo total de manuseios de materiais;
» Total visibilidade através de toda cadeia de suprimentos;
» Maior troca de informação entre empresas, melhor qualidade dos dados e informações;
» Maior ênfase em dados de movimentação, velocidade e precisão;
» Análise instantânea do processo, melhor gerenciamento de exceções;
» Ganho de eficiência em toda cadeia logística;
» Redução de custos.

Em comparação as etiquetas de leitura ótica, os TAGs apresentam as seguintes vantagens:

» Capacidade de escrita e leitura;
» Podem ser reutilizáveis ou descartáveis;
» O desempenho não é afetado por resíduos;
» Podem operar em diversos ambientes industriais;
» Resistentes a altas temperaturas;
» Permitem a leitura através de materiais não condutivos;
» Pouca limitação quanto ao posicionamento do TAG ;
» Nenhuma parte móvel, garantia de alta confiabilidade e durabilidade.

Fonte:


http://www.netcomcorporate.com.br

Breve história

A historia do sistema da transmissão por radiofreqüência tem sua bases no sistema de radares utilizados na Segunda Grande Guerra Mundial. Os países envolvidos na grande guerra utilizavam radares inventados em 1935 pelo físico escocês Robert Alexander Watson-Watt, para avisá-los com antecedência de aviões enquanto eles ainda estavam bem distantes. Porem, os radares não identificavam aliados de inimigos. Foi aí que os alemães descobriram que se seu pilotos fizessem uma determinada manobra (360° ao longo do eixo de simetria) quando estivessem retornando à base iriam modificar o sinal de rádio que seria refletido de volta ao radar. Esse é, essencialmente, considerado o primeiro sistema de RFID.

A Inglaterra, tendo o Sr. Watson-Watt do seu lado, desenvolveu o primeiro identificador ativo de amigo ou inimigo (IFFIdentify Friend or Foe). Todo avião britânico recebeu um transmissor que, ao receberem sinais das estações de radar, começavam a transmitir um sinal de resposta. Os RFID de hoje funcionam pelo mesmo princípio: um sinal é enviado a uma etiqueta eletrônica, que é ativada e reflete de volta o sinal (sistema passivo) ou transmite seu próprio sinal (sistemas ativos).

Nas décadas de 50 e 60, cientistas de varias partes do mundo (Estados Unidos, Europa e Japão) divulgaram pesquisas a respeito de como a energia de radiofreqüência poderia ser utilizada para identificar objetos em varias situações.

No setor comercial, a sua primeira utilização se deu em sistemas antifurto, que utilizavam ondas de rádio para determinar se um item havia sido roubado ou pago normalmente. Foi neste contexto que surgiram os tags (etiquetas eletrônicas), que fazem parte do sistema de RFID até hoje.


Fonte:


http://www.gta.ufrj.br

Foliões de Salvador terão chip RFID no abadá


SÃO PAULO - O Senai/Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia) irá instalar um sistema de monitoramento RFID nos abadás do carnaval de Salvador com o objetivo de evitar furtos e fraudes.

Enquanto os foliões estiverem saltando atrás de Ivete Sangalo e Cláudia Leitte com suas camisetas de R$ 1,5 mil reais, uma equipe – ou várias, se quiserem que a tecnologia realmente funcione – estará monitorando cada um deles pela identificação de radiofrequência.

A medida, segundo o Cimatec, é para evitar fraudes e furtos. “Estamos conversando com o grupo que coordena os blocos porque o índice de falsificações e roubos é muito grande e mesmo as medidas já adotadas, como a criação da central dos abadás, que concentra a entrega num mesmo lugar, não conseguiu evitar os problemas. Afinal, um abadá pode custar R$ 1,5 mil, mas um turista estrangeiro é capaz de pagar US$ 1,5 mil para conseguir um no dia do Carnaval”, diz Yan Medeiros, gerente da área de microeletrônica e eletrônica embarcada em entrevista ao Convergência Digital.

Não foi informado se a base de dados que vai consultar as tags RFID terá informações úteis, como tipo sanguíneo, endereço, hotel em que está hospedado, passaporte e se o folião é diabético, o que seria útil em casos de desmaios, já que muitas pessoas não levam nenhum tipo de documento.

Outro desafio para o sistema é a área de cobertura. Os equipamentos mais eficientes de alta frequência, como os utilizados pelos sistemas de pedágio, podem identificar uma tag a uma distância de até 15 metros. No carnaval de Salvador, que sempre atinge lotações inimagináveis, a distância pode ser um grande problema. Se não for feita de maneira correta, será mais uma tecnologia para “inglês ver”.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias